Vou estar sentada sozinha, no balcão de algum bar, ás 2 da manhã, quando eu ja estiver cansada de toda essa gente barulhenta ao meu redor, você vai chegar e vai pegar na minha mão, eu vou perceber no ato que você é MEU.
Eu vou esquecer tudo, e a única coisa que vai ficar em mim é você, você que veio me resgatar daquele mar de bebidas, fumaça e pessoas estranhas pra mim! você que é meu.
Eu vou com você pra onde você for, eu não vou mais olhar pro lado, eu não vou mais chorar, eu não vou mais me importar, eu não vou existir se não estiver ao seu lado.
Você vai me levar pro seu lugar favorito no mundo todo, e eu vou te contar coisas que eu nunca contei a ninguém, você vai me ensinar a dividir, você vai me mostrar um mundo que eu acreditava não existir.
Você vai me mudar, talvez pra pior, talvez para melhor, mais eu vou me adaptar á você. Eu e você seremos 'nós', e não só por uma noite, mais por todas elas.
Eu vou escrever mais, eu vou escrever a gente, e todo mundo vai ver nas minhas palavras, que você finalmente chegou.
sexta-feira, abril 30
Escrever'
Escrevia porque não tinha nada para fazer, agora não quer fazer mais nada a não ser escrever.
Escrevia de brincadeira, e brincando de escrever, descobriu que isso era tudo o que ela queria fazer.
Escrevia para contar a vida, mais agora sem escrever, não consegue mais viver.
Lagrima preta.
A lágrima rolou preta dessa vez, o rímel foi junto. Descendo pelo rosto e marcando a pele, eu me senti ridícula! Mais uma vez fodeu com o coração, não sei quanto mais ele aguenta. Essa sua horrivel mania de distúrbio bipolar, uma dia ama, no outro ignora, a vontade que dá é mandar você á merda.
Quantas vezes mais vou aguentar te amar com data pra acabar?
terça-feira, abril 6
Eu quero.
Eu quero você pra mim, eu quero pra sempre a inspiração que você me dá!
Eu te quero daquele jeito, daquele jeito que você so é comigo.
Eu te quero daquele jeito, daquele jeito que você so é comigo.
segunda-feira, abril 5
Eu senti saudade.
Eu senti saudade da gente assim, de você comigo, eu senti saudade de nós.
Eu senti saudade dos beijos, dos carinhos, das noites.
Eu senti saudade de como você é comigo.
Eu senti saudade do seu cheiro, da sua respiração, da sua voz.
Eu senti saudade das suas pequenas sardas no nariz.
Eu senti saudade daquele jeito que você olha pra mim.
Eu senti saudade de você falando baixo no meu ouvido.
Eu senti saudade das suas histórias.
Eu senti saudade de falar sobre você.
Eu senti saudade de ouvir nossas musicas.
Eu senti saudade de como meu coração bater diferente quando você esta aqui.
Eu senti saudade de sair de casa sabendo que vou te ver.
Eu senti saudade de absolutamente tudo com você.
Mais uma fase'
Fase muito minimalista.
Escrevo textos curtos demais, o que não quer dizer que são incompletos, e sim, que são diretos.
Sei lá, as vezes isso é reflexo de uma fase na vida em que não se quer mais complicar nada. Uma fase que é SIM ou NÃO sem 'talvez' pra nada.
Estou na fase de olhar para a janela do meu quarto de cidade pequena e ver beleza na parede verde do vizinho que contrasta com o cinza escuro do muro da minha casa, fase de não enxergar defeitos em ninguém, de tentar achar motivos para continuar sorrindo apesar de tudo.
Fase de 'descomplicar'.
Escrevo textos curtos demais, o que não quer dizer que são incompletos, e sim, que são diretos.
Sei lá, as vezes isso é reflexo de uma fase na vida em que não se quer mais complicar nada. Uma fase que é SIM ou NÃO sem 'talvez' pra nada.
Estou na fase de olhar para a janela do meu quarto de cidade pequena e ver beleza na parede verde do vizinho que contrasta com o cinza escuro do muro da minha casa, fase de não enxergar defeitos em ninguém, de tentar achar motivos para continuar sorrindo apesar de tudo.
Fase de 'descomplicar'.
sábado, abril 3
Brincar com histórias
Se pelo menos eu soubesse a história dessas peculiares pessoas que passam por mim na rua todo dia.
Se eu pudesse ler cada olhar, fuçar cada mente, revirar cada vida.
Se eu pudesse isso, escreveria todos os dias. As vezes fico farta das minha historias, e quero escrever a vida de outro, de outro que não transmite em palavras o que está na cabeça.
De outro que tem a mente silenciosa.
Queria entender e conhecer cada um!
E quando eu cansar de brincar com as minhas histórias, queria brincar com as histórias de alguém.
Se eu pudesse ler cada olhar, fuçar cada mente, revirar cada vida.
Se eu pudesse isso, escreveria todos os dias. As vezes fico farta das minha historias, e quero escrever a vida de outro, de outro que não transmite em palavras o que está na cabeça.
De outro que tem a mente silenciosa.
Queria entender e conhecer cada um!
E quando eu cansar de brincar com as minhas histórias, queria brincar com as histórias de alguém.
sexta-feira, abril 2
Da última vez
Da última vez eu fiquei aqui, e por muito tempo, mais tempo do que acreditava poder ficar, mais tempo do que já fiquei por qualquer um.
Da última vez eu era apenas uma menina boba que ao cruzar com seus olhos, sorria e abaixava a cabeça.
Da última vez, eu pensava que seria eterno, eu pensava que seria diferente, eu pensava que seria 'especial'.
Da última vez o sol desapareceu e eu me escondi. Da última vez eu escrevi mais e melhor.
Da última vez eu senti tudo... a falta, a dor, a perda, o medo e por fim a esperança.
Da última vez eu chorei, eu não bebi, eu não vivi, eu não entendi e eu confesso que não quis entender.
Da última vez eu jurei que seria diferente.
Da última vez, você que foi, dessa vez... eu que vou.
quarta-feira, março 31
Viver pra dentro.
Eu, naquele fim de tarde, olhei com olhos vazios para a tela da tv. Muitas cores e formas passavam diante de mim, mais eu, confesso que nada vi. Levantei do sofá duro, foram uns 30 passos até a cozinha apertada, preparei o café, voltei para a tv, comi e o gosto não senti.
Pessoas chegavam na sala, animadas contavam seu dia, eu muda, escutava pra dentro, muito mais empenhada em ouvir as batidas do meu próprio coração. Em um vai e vem de pessoas e carros, aquele ritmo de cidade grande, eu andava como se não existisse tempo, hora marcada, até sentia pessoas esbarrarem em mim com suas caras preocupadas em não perder o primeiro ônibus, mas sentia de leve, um simples encontro de duas pessoas que provavelmente jamais se encontrarão novamente.
Passos lentos, respiração lenta, movimentos lentos, uma vida lenta, um ritmo próprio de ver, ouvir, e sentir.
Enquanto todos se empenham, eu não ligo, simplesmente não ligo, não preciso seguir essa ditadura de viver para se encaixar. Tenho minha própria visão desse mundo que você pensam conhecer, afinal de contas, eu moro em mim, e não em você.
Uma vida toda para dentro.
Pessoas chegavam na sala, animadas contavam seu dia, eu muda, escutava pra dentro, muito mais empenhada em ouvir as batidas do meu próprio coração. Em um vai e vem de pessoas e carros, aquele ritmo de cidade grande, eu andava como se não existisse tempo, hora marcada, até sentia pessoas esbarrarem em mim com suas caras preocupadas em não perder o primeiro ônibus, mas sentia de leve, um simples encontro de duas pessoas que provavelmente jamais se encontrarão novamente.
Passos lentos, respiração lenta, movimentos lentos, uma vida lenta, um ritmo próprio de ver, ouvir, e sentir.
Enquanto todos se empenham, eu não ligo, simplesmente não ligo, não preciso seguir essa ditadura de viver para se encaixar. Tenho minha própria visão desse mundo que você pensam conhecer, afinal de contas, eu moro em mim, e não em você.
Uma vida toda para dentro.
domingo, março 14
Mochila
Pegou a mochila em cima do guarda roupas, muito empoeiradas por sinal.
Depois de passar um pano úmido, era a hora de colocar a vida la dentro.
Lá, colocou as roupas, as fotos, os livros, os cds, as lembranças, tudo que tinha, tudo que importava, só se lamentava por não conseguir colocar lá as pessoas que amava.
Era difícil, muito por sinal, colocar a vida dentro da mala.
A mãe olha e diz;
-Nenem cresceu!
Depois de passar um pano úmido, era a hora de colocar a vida la dentro.
Lá, colocou as roupas, as fotos, os livros, os cds, as lembranças, tudo que tinha, tudo que importava, só se lamentava por não conseguir colocar lá as pessoas que amava.
Era difícil, muito por sinal, colocar a vida dentro da mala.
A mãe olha e diz;
-Nenem cresceu!
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