E qual a punição?
domingo, março 13
Punição.
'Não faça nenhum bobagem, estude, seja uma boa menina e volte cedo para casa. Fale como uma dama e não de boca cheia, respeite os mais velhos, seja simpatica com as crianças, não xingue a sua tia, diga que a sua avó está linda com aquele vestido. Brinque com o seu primo, dê banho no cão, não coloque a sujeira embaixo do tapete. Leia aquele livro, não assista aquele filme. Não me diga que você esta namorando aquele cara de brincos e com o cabelo estranho. Você merece coisa melhor. Essa roupa não esta muito curta? Seu cabelo fica melhor castanho, esse esmalte chama muita atenção. Já são 3 da manhã, onde você está? Vocês são só amigos não é? Não fale palavrão, eu odeio tatuagem você sabe disso. Que musica horrivel, abaixe esse som, esse filme é estranho, vamos assistir outro. Aquele seu amigo que veio aqui ontem tem cara de drogado. Venha para casa nas férias. Acorde, já é tarde, ninguem mandou você ir dormir ás 6; venha tomar café com a sua familia. Pare de tomar café o dia todo, isso faz mal. Você chegou em casa bêbada ontem, não foi? Fale para aqueles seus amigos falarem mais baixo, vocês vão irritar os vizinhos. Você vai dormir na casa dela de novo? Todo fim de semana é a mesma coisa.'
quinta-feira, março 10
A arvorezinha.
Não é impressão minha, aquela arvore que meu pai plantou quando eu tinha 7 anos já esta ficando bem grandinha lá no quintal.
As minhas amigas não sentam mais comigo na frente de casa pra falar do carinha bonito da 8ª série, e meus finais de semana não são passados na rua jogando vôlei, ou comendo a comida da minha avó no sitio.
Eu não estou mais pensando em o que vou ser quando crescer.
Nenhum cara foi na minha casa pedir pro meu pai, pra sair comigo, e o baile de formatura no colegial não teve tanta graça.
Eu fui obrigada a fazer muita coisa que não quis, deixei de fazer muita coisa que quis fazer.
Acabei vivendo em função de pessoas que não valiam a pena, e vivi sem pessoas que eu acreditava serem necessárias para continuar a viver.
Não esta acontecendo como eu imaginava que ia ser.
As coisas são fáceis ... fáceis de lembrar, fáceis de escrever! Dificil mesmo é parar pra sentir o que esta mudando.
E não é que aquela arvorezinha cresceu mesmo?
E não é que eu parei mesmo de pensar no que vou ser quando crescer?!
As minhas amigas não sentam mais comigo na frente de casa pra falar do carinha bonito da 8ª série, e meus finais de semana não são passados na rua jogando vôlei, ou comendo a comida da minha avó no sitio.Eu não estou mais pensando em o que vou ser quando crescer.
Nenhum cara foi na minha casa pedir pro meu pai, pra sair comigo, e o baile de formatura no colegial não teve tanta graça.
Eu fui obrigada a fazer muita coisa que não quis, deixei de fazer muita coisa que quis fazer.
Acabei vivendo em função de pessoas que não valiam a pena, e vivi sem pessoas que eu acreditava serem necessárias para continuar a viver.
Não esta acontecendo como eu imaginava que ia ser.
As coisas são fáceis ... fáceis de lembrar, fáceis de escrever! Dificil mesmo é parar pra sentir o que esta mudando.
E não é que aquela arvorezinha cresceu mesmo?
E não é que eu parei mesmo de pensar no que vou ser quando crescer?!
domingo, março 6
É carnaval, e chove.
Carnaval chuvoso, frio (...)
Toda aquela beleza do cabelo arrumado e da maquiagem bem feita iam escorrendo pela rua, por caminhos que eu nem imagino quais sejam.
Chega uma hora em que você simplesmente cansa! Então, estava cansada.
Toda aquela animação, todas aquela pessoas se pegando, nada daquilo estava fazendo bem, o cheiro de cerveja já estava enjoando.
Os passos até em casa pareciam longos demais.
Mas aquele toque no ombro, e o frio na barriga, fizeram a chuva parar. Aqueles pequenos olhos escuros que sorriam me fizeram lembrar dos carnavais passados.
Os passos até em casa não pareciam mais tão longos, e a opção de fazer o caminho mais cumprido, sempre parecia melhor quando a sugestão vinha da voz que falava pausadamente. Sem pressa para nada, com todo o tempo de mundo para me esperar.
A chuva voltou, mas ninguem se importou.
Não era para estarmos alí, mais como voce mesmo diz, 'Pequena, nós sempre acabamos estando no lugar certo', e aquela, não era a hora errada.
Por mais que o tempo passe, acabamos mais uma noite sentados na calçada suja e molhada, rindo das suas historias bobas, dos meus planos infalíveis, das noites passadas e das noites que virão.
Enquanto você desenhava meu rosto com a ponta dos dedos eu me perguntava porque só era bom assim, quando ficamos tanto tempo longe, mas a resposta não apareceu ainda.
E então, a madrugada que costuma demorar pra passar, amanheceu rapido demais. O meu carnaval, acabou mais uma vez eu e você.
Então, vamos dar bom dia, porque esta na hora de dormir, e amanhã? Não sei se vai chover, mais frio não vai estar.
No fim das contas, a calçada vai estar lá, e isso, já me basta.
Toda aquela beleza do cabelo arrumado e da maquiagem bem feita iam escorrendo pela rua, por caminhos que eu nem imagino quais sejam.
Chega uma hora em que você simplesmente cansa! Então, estava cansada.
Toda aquela animação, todas aquela pessoas se pegando, nada daquilo estava fazendo bem, o cheiro de cerveja já estava enjoando.
Os passos até em casa pareciam longos demais.
Mas aquele toque no ombro, e o frio na barriga, fizeram a chuva parar. Aqueles pequenos olhos escuros que sorriam me fizeram lembrar dos carnavais passados.
Os passos até em casa não pareciam mais tão longos, e a opção de fazer o caminho mais cumprido, sempre parecia melhor quando a sugestão vinha da voz que falava pausadamente. Sem pressa para nada, com todo o tempo de mundo para me esperar.
A chuva voltou, mas ninguem se importou.
Não era para estarmos alí, mais como voce mesmo diz, 'Pequena, nós sempre acabamos estando no lugar certo', e aquela, não era a hora errada.
Por mais que o tempo passe, acabamos mais uma noite sentados na calçada suja e molhada, rindo das suas historias bobas, dos meus planos infalíveis, das noites passadas e das noites que virão.
Enquanto você desenhava meu rosto com a ponta dos dedos eu me perguntava porque só era bom assim, quando ficamos tanto tempo longe, mas a resposta não apareceu ainda.
E então, a madrugada que costuma demorar pra passar, amanheceu rapido demais. O meu carnaval, acabou mais uma vez eu e você.
Então, vamos dar bom dia, porque esta na hora de dormir, e amanhã? Não sei se vai chover, mais frio não vai estar.
No fim das contas, a calçada vai estar lá, e isso, já me basta.
.
Eu não sei mas quantas linhas mas terei de escrever até conseguir me livrar de todos os sentimentos, os gestos e os gostos que senti desde que voltou pra minha vida com essa idéia de que isso não muda nada entre a gente!
terça-feira, março 1
Depois dos dias de sol.
Que vontade de escrever tudo e nada ao mesmo tempo!
meus momentos de inspiração tão indo e vindo com uma rapidez tão grande, que eu acabo aqui parada com uma pagina aberta e uma mente vazia.
Parece que você esta roubando os meus melhores momentos com esse sorrisinho simpático e essas historinhas pra boi dormir.
Se eu te pedisse pra sair de mim (...) Você sairia?
Se eu te pedisse pra me ignorar, fingir que não me conhece, e não olhar pra mim somente essa noite (...) você atenderia meu pedido?
Você é do tipo de cara que não me faz voar, você é do tipo que me prende no real, e apesar de isso ser ótimo ... é ruim tambem.
Mas vamos fazer o seguinte, vamos deixar tudo pra depois, porque já faz tempo que a gente esta assim e eu estou precisando de um tempo pra mim. Depois que passarem os dias de sol, e ficar escuro de novo, a gente conversa e começa de novo, como sempre fazemos.
Nós sempre acabamos voltando a ser 'nós' no fim da cena, e apesar de eu achar perda de tempo rever as historias, a nossa acaba tendo partes inéditas que eu me recuso a perder.
Só espera mais um pouco está bem? Me deixa escrever mais algumas coisas, e depois que o sol for embora, a gente termina essa conversa.
meus momentos de inspiração tão indo e vindo com uma rapidez tão grande, que eu acabo aqui parada com uma pagina aberta e uma mente vazia.
Parece que você esta roubando os meus melhores momentos com esse sorrisinho simpático e essas historinhas pra boi dormir.
Se eu te pedisse pra sair de mim (...) Você sairia?
Se eu te pedisse pra me ignorar, fingir que não me conhece, e não olhar pra mim somente essa noite (...) você atenderia meu pedido?
Você é do tipo de cara que não me faz voar, você é do tipo que me prende no real, e apesar de isso ser ótimo ... é ruim tambem.
Mas vamos fazer o seguinte, vamos deixar tudo pra depois, porque já faz tempo que a gente esta assim e eu estou precisando de um tempo pra mim. Depois que passarem os dias de sol, e ficar escuro de novo, a gente conversa e começa de novo, como sempre fazemos.
Nós sempre acabamos voltando a ser 'nós' no fim da cena, e apesar de eu achar perda de tempo rever as historias, a nossa acaba tendo partes inéditas que eu me recuso a perder.
Só espera mais um pouco está bem? Me deixa escrever mais algumas coisas, e depois que o sol for embora, a gente termina essa conversa.
terça-feira, fevereiro 22
Coração.
Coração não sabe o que quer, não sabe pelo que sofre, por quem sofre.
Não sabe se ama ou se odeia.
Não sabe mais diferenciar certo e errado.
Coração, ainda te troco por mais um cerebro.
He coração, deixa a cabeça te ensinar que brincadeira é brincadeira, e verdade é verdade.
Não sabe se ama ou se odeia.
Não sabe mais diferenciar certo e errado.
Coração, ainda te troco por mais um cerebro.
He coração, deixa a cabeça te ensinar que brincadeira é brincadeira, e verdade é verdade.
quinta-feira, fevereiro 17
Ap.66
De longe a maior das aventuras!
Depois de invadir a tua hibernação criativa, eu te disse que nós deviamos lembrar que existia um mundo depois das paredes, que o certo e o errado eram só uma questão de opinião, você concordou comigo, eu concordei com você e nós vivemos a minha aventura!
Você me perguntou se eu estava feliz, e eu te disse que sim, apesar de você ser muito ruim (um ditador) eu não me arrependi de ter entrado por aquela porta, no ap.66, onde as paredes tinham desenhos e frases, onde os móveis, contavam histórias.
Eu olhei no fundo dos olhos verdes, e me esqueci do resto, porque naquele momento, não exisia nada que fosse importante lembrar, e quando você me chamou de menina, me pedindo pra acordar, você era a única coisa que eu pude enxergar.
Você me perguntou se eu ia me lembrar!
Eu não posso garantir por quanto tempo lembrarei, mais eu tenho certeza, que esquecer, eu não vou.
sábado, fevereiro 12
Contradições!
eu que sempre pensei ser grande, me vi tão pequena em suas mãos.
eu que sempre pensei ser forte, me vi derreter ao te tocar.
eu que sempre pensei estar certa, entendi o quanto posso (por você) errar.
segunda-feira, fevereiro 7
Eu vi demais.
Eu vi os meus amigos crescerem, irem e voltarem. Eu mesma já fui e voltei varias vezes.
Eu vi a cidade mudar. O ar mudar, a água mudar, ambos, ficando mais escuros a cada dia.
Os programas da tv também mudaram, a infância mudou, e eu que brincava de 'taco','pega ladrão' e 'esconde-esconde', não entendo como é ser uma criancinha de apartamento presa á internet, ao playstation e a tv a cabo.
Eu vi propósitos mudarem, sonhos se transformarem, governos se corromperem por pouco.
Eu vi religiões sendo criadas com a finalidade de se transformarem em uma fonte de capital onde se vendem terrenos no céu, por suaves prestações.
Eu vi uma geração de guerreiros que lutavam pela liberdade, serem trocados por uma geração de pessoas fúteis que vivem dopadas por acharem suas vidinhas, de roupas de marca e carros da moda, um tanto vazias.
Infelizmente, vi pessoas sem alma matarem por pouco, e morrerem por menos ainda. Ví nos olhos das pessoas o cansaço, a preocupação com o futuro de uma sociedade insustentável onde o maior pisa no menor sem pensar se ele tem uma história pra contar.
Eu tenho medo, acho que vi demais nesses meus 20 anos de vida, eu tenho medo, porque não sei se quero continuar vendo nos próximos 40.
Eu vi a cidade mudar. O ar mudar, a água mudar, ambos, ficando mais escuros a cada dia.
Os programas da tv também mudaram, a infância mudou, e eu que brincava de 'taco','pega ladrão' e 'esconde-esconde', não entendo como é ser uma criancinha de apartamento presa á internet, ao playstation e a tv a cabo.
Eu vi propósitos mudarem, sonhos se transformarem, governos se corromperem por pouco.
Eu vi religiões sendo criadas com a finalidade de se transformarem em uma fonte de capital onde se vendem terrenos no céu, por suaves prestações.
Eu vi uma geração de guerreiros que lutavam pela liberdade, serem trocados por uma geração de pessoas fúteis que vivem dopadas por acharem suas vidinhas, de roupas de marca e carros da moda, um tanto vazias.
Infelizmente, vi pessoas sem alma matarem por pouco, e morrerem por menos ainda. Ví nos olhos das pessoas o cansaço, a preocupação com o futuro de uma sociedade insustentável onde o maior pisa no menor sem pensar se ele tem uma história pra contar.
Eu tenho medo, acho que vi demais nesses meus 20 anos de vida, eu tenho medo, porque não sei se quero continuar vendo nos próximos 40.
quinta-feira, fevereiro 3
Vou fechar os olhos.
Vou fechar os olhos mais uma vez, e vou pra lá.
Eu vou sentir o coração apertar e os olhos vão produzir aquelas malditas gotinhas que insistem em rolar pelo meu rosto morrendo em minha boca com um gostinho salgado, aquele gostinho de saudades, gostinho de você.
Ai eu vou inspirar bem fundo, e vai fazer um barulhinho quando eu expirar, e aquilo vai me deixar com a sensação de que meu peito ta esvaziando.
Depois eu vou escutar uma musica e vou escrever algumas palavras sem sentido, porque eu acho que isso vai me ajudar.
Então eu vou parar e olhar para o teto, minha cabeça vai cair lentamente para tras e eu vou ficar viajando um pouco, e quando eu me der conta, vou ver que nada mudou.
Aí eu vou pensar nas infinitas possibilidades que eu tenho, e eu vou ficar feliz por tudo estar mudando o tempo todo, por eu ter uma vida pra viver, por eu ter coisas pra fazer, mais isso não vai durar mais de 3 horas, porque daqui a pouco eu vou pra cama, e quando tudo estiver em silencio, sem perceber, eu vou pensar em nós, e vou querer continuar escrevendo a gente, sentindo a gente, fingindo que 'a gente' é ' a gente mesmo'
Eu vou sentir o coração apertar e os olhos vão produzir aquelas malditas gotinhas que insistem em rolar pelo meu rosto morrendo em minha boca com um gostinho salgado, aquele gostinho de saudades, gostinho de você.
Ai eu vou inspirar bem fundo, e vai fazer um barulhinho quando eu expirar, e aquilo vai me deixar com a sensação de que meu peito ta esvaziando.
Depois eu vou escutar uma musica e vou escrever algumas palavras sem sentido, porque eu acho que isso vai me ajudar.
Então eu vou parar e olhar para o teto, minha cabeça vai cair lentamente para tras e eu vou ficar viajando um pouco, e quando eu me der conta, vou ver que nada mudou.
Aí eu vou pensar nas infinitas possibilidades que eu tenho, e eu vou ficar feliz por tudo estar mudando o tempo todo, por eu ter uma vida pra viver, por eu ter coisas pra fazer, mais isso não vai durar mais de 3 horas, porque daqui a pouco eu vou pra cama, e quando tudo estiver em silencio, sem perceber, eu vou pensar em nós, e vou querer continuar escrevendo a gente, sentindo a gente, fingindo que 'a gente' é ' a gente mesmo'
Assinar:
Postagens (Atom)
