Sei nosso primeiro abraço,
sei nossa primeira dor!
quarta-feira, fevereiro 17
segunda-feira, fevereiro 8
Inexistência.
Me sinto cansada! Se pudesse, dormiria o dia todo pra sonhar.
Minha cabeça agora é minha morada, não quero mais encarar o mundo fora dela.
Escuto as músicas mais entristecedoras que eu pude encontrar. Elas me ajudam a lembrar momentos que eu deveria esquecer, mas que por mais que eu tente, não consigo, então hoje, me entrego a eles.
Meu coração esta apertado, o sentimento de perda é maior do que tudo que eu ja pude sentir um dia, agora eu vejo, que é maior, até que o amor. As lágrimas fluem dos olhos vermelhos tão facilmente que já não consigo esconder, minha maior vontade é encostar minha cabeça em qualquer peito amigo e contar minhas mágoas até que elas acabem e tudo pareça estar fora de mim. Queria que essa coisa pesada que esta em mim saísse conforme as palavras escapassem da minha boca.
Agora entendo como o sentimento de dor, pode ser maior que a dor física, já que para essa, remédios já existem, mais para a que eu sinto agora, nada foi encontrado. Nenhum comprimido vai tirar isso daqui de dentro e eu não entendo como uma coisa invisível pode ser tão intensa.
Meus ombros estão retraídos, eu pareço querer encolher, querer caber em cada pequeno espacinho para poder me esconder, para poder fingir inexistência, e quem sabe, inexistir de verdade, talvez se eu esquecer de mim, esqueça de você também.
quarta-feira, fevereiro 3
Amour Instantané IV
-Teoria do nós. Conclui ela.
-Eu acho uma besteira essa sua nova teoria, pra mim, eu era o filosofo de balcão de bar, não era?
Ele estava impaciente aquela noite. Se ele fosse do sexo feminino, juraria que ele estava de TPM, daquelas bem bravas que te deixam com o peito tão inchado que você não consegue deitar de barriga pra baixo e com tanta dor de cabeça que teu único desejo é dormir a semana inteira.
-Eu sei que é uma teoria meio individualista, mais é real, e você é o filosofo do balcão de bar, eu sou a filosofa da cama de apartamento.
Ela ficava inspirada para teorias as 4 da manhã com uma garrafa de Wisky jogada no chão, e ele deitado ao lado dela em sua cama favorita nos ultimos meses - a cama dele-.
-Não faz sentido, "EU" e "VOCÊ", a a mesma coisa que "NÓS".
Ele reclamava levantando da cama descalço e abrindo a gaveta que escondia mais uma garrafa.
-Pense bem, a uma grande diferença entre as expressões no sentido real da coisa de "EU" e "VOCÊ", enquanto "eu" sou "eu", eu posso sair com as minhas amigas, sem você me incomodar, posso falar com todos os meus amigos sem você sentir ciúmes, posso fazer merda sem você reclamar e posso tomar minhas decisões sem você opinar nelas.
Ele deitou novamente ao lado dela com 2 copos, 2 pedras de gelo em cada copo, a garrafa, e por um milagre pareceu se interessar na 'real' historia da teoria dela, pois calou a boca e ficou olhando pra ela com aquela cara de quem não entendeu por que você parou no meio da sua historia.
Ela continuou;
-Enquanto "você" é "você", você pode sumir do mapa por 3 dias sem me ligar pra falar se esta vivo, pode sair com alguma loira peituda sem ter que me dar muitas explicações, e pode raspar a cabeça sem se preocupar se eu vou querer te largar por que você fez essa merda, afinal de contas, apesar de estarmos juntos, você é "você" e eu sou "eu".
-Agora explica o "NÓS"!
Ele disse bebendo mais um gole;
-Quando somos "NÓS", as coisas começam a ficar estranhas, ja que não somos mais eu e você, e sim "nós", uma junção do que somos, e aí as brigas começam, os pedidos de desculpas tem que ser freqüentes, já não temos mais tanta liberdade, teremos que dar satisfações.
-Então, "eu" e "você" é um compromisso não-sério e meio individual de cada um, mas "nós" é uma coisa séria, altruísta, onde os dois indivíduos devem mais respeito ao outro, sendo obrigado a dividir tudo.
-Sim, agora você chegou exatamente na grande diferença, na minha teoria de "eu" e "você" e "nós".
Sem tirar a expressão pensativa do rosto ele perguntou a ela;
-E qual das duas você prefere?
-Isso depende do nivel de comprometimento de ambos os individuos, se eles acham que se amam, e que esta na hora de compartilhar e deixar o individualismo de lado, é porque esta na hora de ser "Nós".
Ele riu alto e reclamou;
-Eu fiz uma pergunta individual, não quero mais teorias, eu quero a sua opinião sobre o nosso 'não-individual' e o nosso 'individual', acho engraçado o seu modo de fugir das perguntas diretas.
Ela ficou sem graça, apesar de não querer admitir isso, ela tinha até percebido a direção da pergunta, mas como sempre, ela estava fugindo do assunto principal, ela queria, que ele quisesse, ser "nós".
-Eu não estou fugindo, estou dando a minha sincera opinião, se nós estivermos prontos para ser "nós', acho que deveríamos ser "nós" se não, não.
Ela era assim, sempre deixando a peteca na mão dele.
-Eu acho que devíamos ser "nós", se você quiser ser "nós".
Ela mal podia aguentar o sorriso que seu rosto insistia em querer dar, certo que aquele não era um pedido de namoro formal -deixando claro que não era aquilo que ela esperava /bem, talvez um pouquinho/- mais ja era uma deixa para eles deixarem de ser "eu" e "você" e ser um nós.
Finalmente ela iria poder proibir ele de sair com aquele amigo tarado dele que fica dando em cima de todas as garotas que ele vê na frente.-Podemos tentar ser "nós". Ela disse olhando para o outro lado tentando esconder os olhos brilhando.
-Okey, então que tal pegar mais uma garrafa pra gente comemorar?
-Ei, só porque somos "nós" você não pode mandar em mim.
Ela reclamou.
-São as 'reações adversas' de ser um "nós".
Ele disse sorrindo da cara de brava dela. Ele iria gostar dessa coisa de "NÓS" afinal.
sábado, janeiro 30
Acho desnecessário
Tem que decorar a tabuada pra passar na 3ª série
Tem que saber matemática pra se formar.
Tem que entender todas as regras chatas da lingua portuguesa pra saber escrever.
Tem que escutar só ás '10 mais' pra entender de música.
Tem que ler Crime e Castigo pra dizer que é 'culto'.
Tem que pintar o cabelo de loiro pra fazer sucesso.
Tem que usar batom vermelho e saia curta pra ser puta.
Tem que usar vestido de florzinha pra ser pura.
Tem que usar anel pra namorar.
Tem que entrar na igreja pra casar.
Tem que casar pra transar.
Tem que ler livro de auto-ajuda pra evitar suicídio.
Tem que viver pra morrer.
Tem que interpretar a pergunta pra resolver o problema.
Tem que tomar remédio pra parar de doer.
Tem que beber tequila pra se divertir.
Tem que engravidar pra ser mãe.
Tem que chorar pra um dia ser feliz.
Tem que se ferrar pra um dia crescer.
Simplesmente, acho muito desnecessário.
Tem que saber matemática pra se formar.
Tem que entender todas as regras chatas da lingua portuguesa pra saber escrever.
Tem que escutar só ás '10 mais' pra entender de música.
Tem que ler Crime e Castigo pra dizer que é 'culto'.
Tem que pintar o cabelo de loiro pra fazer sucesso.
Tem que usar batom vermelho e saia curta pra ser puta.
Tem que usar vestido de florzinha pra ser pura.
Tem que usar anel pra namorar.
Tem que entrar na igreja pra casar.
Tem que casar pra transar.
Tem que ler livro de auto-ajuda pra evitar suicídio.
Tem que viver pra morrer.
Tem que interpretar a pergunta pra resolver o problema.
Tem que tomar remédio pra parar de doer.
Tem que beber tequila pra se divertir.
Tem que engravidar pra ser mãe.
Tem que chorar pra um dia ser feliz.
Tem que se ferrar pra um dia crescer.
Simplesmente, acho muito desnecessário.
segunda-feira, janeiro 25
Manipulação.
Vou guardar esse amor pra mais tarde.
Vou deixar pra sentir saudades depois de uma bela noite de sono.
Vou deixar pra sentir raiva na semana que vem.
Acho que ja posso começar a te odiar agora.
Vou agendar minha felicidade para daqui á 2 dias.
Será que posso cancelar meus medos?
Acho que vou esperar mais 1 semana para me angustiar.
Sinceramente, que entediante seria a vida de tivéssemos mesmo o poder de controlar nossos sentimentos!
Vou deixar pra sentir saudades depois de uma bela noite de sono.
Vou deixar pra sentir raiva na semana que vem.
Acho que ja posso começar a te odiar agora.
Vou agendar minha felicidade para daqui á 2 dias.
Será que posso cancelar meus medos?
Acho que vou esperar mais 1 semana para me angustiar.
Sinceramente, que entediante seria a vida de tivéssemos mesmo o poder de controlar nossos sentimentos!
terça-feira, janeiro 12
Quero
Quero olhar no fundo dos teus olhos inexpressivos e me encontrar lá dentro.
Quero tocar no teu corpo e sentir aquilo que ninguem jamais me fez sentir.
Quero encontrar nos teus lábios a droga que vai me fazer esquecer.
Quero perceber em cada detalhe teu, algo que me faça sonhar.
Quero simplesmente me encontrar em você.
Quero tocar no teu corpo e sentir aquilo que ninguem jamais me fez sentir.
Quero encontrar nos teus lábios a droga que vai me fazer esquecer.
Quero perceber em cada detalhe teu, algo que me faça sonhar.
Quero simplesmente me encontrar em você.
segunda-feira, janeiro 11
Certezas impossíveis.
Ela nunca teve muita certeza de nada. Era era péssima nesse negócio de afirmar coisas para as pessoas, ela não tinha certeza se estaria aqui no Carnaval, ou se sairia aquele fim de semana. Não tinha certeza se tinha gostado mesmo daquela blusa no manequin, ou daquele short na prateleira.
Se ela não tinha certeza nem de coisas tão banais, tão físicas, como ela poderia ter certeza sobre sentimentos?!
Sentimentos que não podem ser vistos, ouvidos, tocados ou manipulados usando as mãos!
Por um tempo ela teve certeza que estava curada, tinha certeza que ele não mexeria mais com nenhuma célula do corpo dela, e que quando o visse, seria como ver qualquer um dos outros que hoje ela via e não passavam de pessoas normais, figuras do passado.
Hoje, ela tem de novo essa certeza, mais ao achar a foto escondida dos olhos, e da mente, dentro do dicionário, algumas coisas ainda mexeram com ela.
Era impossível ter aquela certeza agora, ela tinha que ter mais um tempo sozinha, mais um tempo para pensar, e apesar de ele não fazer mais parte nem do presente, e nem do futuro dela ... Ela não poderia ter certeza sobre o que sentiria se ele estivesse ali novamente.
Se ela não tinha certeza nem de coisas tão banais, tão físicas, como ela poderia ter certeza sobre sentimentos?!
Sentimentos que não podem ser vistos, ouvidos, tocados ou manipulados usando as mãos!
Por um tempo ela teve certeza que estava curada, tinha certeza que ele não mexeria mais com nenhuma célula do corpo dela, e que quando o visse, seria como ver qualquer um dos outros que hoje ela via e não passavam de pessoas normais, figuras do passado.
Hoje, ela tem de novo essa certeza, mais ao achar a foto escondida dos olhos, e da mente, dentro do dicionário, algumas coisas ainda mexeram com ela.
Era impossível ter aquela certeza agora, ela tinha que ter mais um tempo sozinha, mais um tempo para pensar, e apesar de ele não fazer mais parte nem do presente, e nem do futuro dela ... Ela não poderia ter certeza sobre o que sentiria se ele estivesse ali novamente.
domingo, janeiro 3
Amour Instantané III
-Você é um merda, isso que você é!
Ela gritava em alto e bom som no meio da calçada em frente á faculdade, alguma pessoas olhavam com caras estranhas e atravessavam a rua para não encontra-los, vai que a briga se desenvolvia e um dos dois envolvidos tirava uma arma do bolso e resolvia atirar, aquilo era cada vez mais comum, pessoas comuns tem armas em casa hoje em dia não é?
-Aquilo foi uma brincadeira, não tem nada de anormal naquilo.
Ele ficava com as bochechas levemente vermelhas em momentos excitantes, ela tinha aquela coloração de vermelho nas bochechas quando brigava ou fazia amor.
-Eu vou sair por ai agarrando o primeiro cara que eu encontrar na minha frente e te dizer que é brincadeira, aposto que você vai rir muito com isso e não vai se importar nem um pouco não é?
-Se for brincadeira, eu não vou ligar.
Ele mentia bem, ela até poderia acreditar nele, mais era impossível, que pessoa em sua sã consciência gostaria de ver o seu 'parceiro' -não, eles não eram namorados, afinal ela tinha prometido que não se envolveria seriamente com ninguem, muito menos com um bicho grilo cabeludo que tocava violão e não trabalhava, como ele- agarrando outra em uma festa, ele estava lá, aos beijos com a nojenta loira peituda, e depois teve a cara de pau de dizer que havia sido só uma aposta entre amigos.
-Você é um idiota.
-Você está com ciumes.
Ele riu alto, como se á condenasse por sentir ciumes, ops, ela não estava com ciume, não mesmo, jamais teria ciumes dele, ela não tinha nada com ele e ele poderia ficar com quem quisesse.
Ela gritou mais alto;
-Eu não sinto ciumes de você, você é um convencido ridiculo.
-Você não precisa ficar triste, eu também sentiria ciúme, mais aquilo foi brincadeira, você não precisa de importar, além do mais outra noite você me disse que eu podia agarrar quem eu quisesse por que você não se importava com nada.
Ele precisava jogar aquilo na cara dela, ela estava com raiva naquele dia, e ele não precisava levar tudo ao pé da letra.
-Tá bom, você venceu, vai lá com a sua loira peituda nojenta e me deixa em paz na companhia do meu ciúme doentio.
Ela saiu andando se equilibrando no meio fio, podia parecer bobagem, mais era uma terapia, andar no meio fio á fazia perder o foco no objeto de sua raiva e se concentrar em não cair, ela ouviu os passos atras dela, eram os passos dele, ela os reconheceria em qualquer lugar;
-Não fique com raiva.
-Eu não estou.
-Você está andando no meio fio, você está com raiva.
Ele á puxou e a beijou, no incio ela ainda tentava empurra-lo, mais para fazer charme do que para empurra-lo de verdade, já que seu orgulho feminino não queria se dar por vencido assim tão fácil, mas ao mesmo tempo, o seu instindo de ser frágil desejava que ele a tocasse.
-Eu só vou beijar você, se você quiser que seja assim.
Ele era mesmo um convencido, ela não precisava dele para nada, não precisava dos beijos dele, ela nem gostava dele, nem um pouco ... bem, talvez um pouco, mais era só porque ele fazia ela rir as vezes;
-Você pode beijar quem quiser.
Ele sorriu e a pegou pela cintura enquanto caminhavam juntos até seu frio apartamento no 8º andar. Mas não a beijou.
Enquanto eles iam, ele pensava em como ela cabeça dura, ele não ficaria só com ela até que ela admitisse verbalmente que queria ele só para ela.
Enquanto eles iam ela pensava em como os homens eram burros, quando eles iam entender que as mulheres diziam tudo ao contrario, ela não queria ele beijando outras, ela queria ele só pra ela, mais nunca admitiria isso verbalmente, ele tinha que ler nas entrelinhas.
terça-feira, dezembro 29
Sinto falta
Olho pela janela, como as árvores passam rápido por mim. Ainda lembro que quando era criança, tinha certeza de que eram elas que corriam ao redor, e não eu que me mexia.
Sinto saudades daquela época que acreditava que o mundo corria pra mim, e não eu que corria para ele.
Sinto falta de sentir medo do Chupa-Cabra, ou do ET de Varginha.
Sinto falta de perguntar para a minha mãe de onde vinham os bebês e ver aquele rosto avermelhar-se e me contar sobre cegonhas que carregavam bebês em seus bicos enormes. Saudades da época em que minha irmã era pequena e eu pedia para segura-lá.
Saudades de sentir ciúmes do meu chocolate, da minha fralda, da minha chupeta, daquele cobertor que estava até rasgado de tão surrado e velho. Sinto falta de brincar com o vizinho de subir nas árvores, de ficar horas no balançador e depois reclamar que estava com dor de cabeça.
Saudades de cair no chão de cimento, ralar o joelho, gritar o nome da minha mãe e depois espernear quando ela ia tirar as pedrinhas do ferimento. Saudades de sentir o beijo que curava todas as dores.
Saudades de amarrar o cabelo no alto da cabeça, calçar sapatos de salto alto e uma blusa 4 vezes maior... Sem falar nas meias dentro do sutiã da mãe, para me achar linda.
Sinto falta de colocar uma almofada debaixo da barriga e fingir que estava grávida daquele menino lindo e encardido de tanto brincar na rua, que eu jurava ser meu príncipe encantado, ser meu amor eterno, e de que hoje não lembro nem o nome.
Saudades de me agarrar ao pescoço do meu pai na entrada da escola, de chorar á cada 1º dia de aula, e chorar ainda mais depois de saber que teria de ir para aquele lugar todos os dias.
Saudade das coisas simples que me faziam feliz.
Saudades de quem eu era.
Sinto saudades daquela época que acreditava que o mundo corria pra mim, e não eu que corria para ele.
Sinto falta de sentir medo do Chupa-Cabra, ou do ET de Varginha.
Sinto falta de perguntar para a minha mãe de onde vinham os bebês e ver aquele rosto avermelhar-se e me contar sobre cegonhas que carregavam bebês em seus bicos enormes. Saudades da época em que minha irmã era pequena e eu pedia para segura-lá.
Saudades de sentir ciúmes do meu chocolate, da minha fralda, da minha chupeta, daquele cobertor que estava até rasgado de tão surrado e velho. Sinto falta de brincar com o vizinho de subir nas árvores, de ficar horas no balançador e depois reclamar que estava com dor de cabeça.
Saudades de cair no chão de cimento, ralar o joelho, gritar o nome da minha mãe e depois espernear quando ela ia tirar as pedrinhas do ferimento. Saudades de sentir o beijo que curava todas as dores.
Saudades de amarrar o cabelo no alto da cabeça, calçar sapatos de salto alto e uma blusa 4 vezes maior... Sem falar nas meias dentro do sutiã da mãe, para me achar linda.
Sinto falta de colocar uma almofada debaixo da barriga e fingir que estava grávida daquele menino lindo e encardido de tanto brincar na rua, que eu jurava ser meu príncipe encantado, ser meu amor eterno, e de que hoje não lembro nem o nome.
Saudades de me agarrar ao pescoço do meu pai na entrada da escola, de chorar á cada 1º dia de aula, e chorar ainda mais depois de saber que teria de ir para aquele lugar todos os dias.
Saudade das coisas simples que me faziam feliz.
Saudades de quem eu era.
Espero
Espero ...
Espero que você realmente se foda, espero que o seu coração seja despedaçado por uma pessoa sem sentimentos que não dê a mínima para essas sua historinhas pra boi dormir.
Espero que a vida seja para você tão dura quanto foi para mim.
Espero que você seja iludido, que te finjam amor, que te façam acreditar que a pessoa certa existe, e que tirem isso de você justamente no momento em que essa seja sua única bóia de salvação.
Espero que você se afogue nesse mar de falsas esperanças.
Espero que você deite na sua cama, e durma pensando em alguém que jamais vai te querer.
Mais confesso que no fundo...
Ainda te espero.
Espero que você realmente se foda, espero que o seu coração seja despedaçado por uma pessoa sem sentimentos que não dê a mínima para essas sua historinhas pra boi dormir.
Espero que a vida seja para você tão dura quanto foi para mim.
Espero que você seja iludido, que te finjam amor, que te façam acreditar que a pessoa certa existe, e que tirem isso de você justamente no momento em que essa seja sua única bóia de salvação.
Espero que você se afogue nesse mar de falsas esperanças.
Espero que você deite na sua cama, e durma pensando em alguém que jamais vai te querer.
Mais confesso que no fundo...
Ainda te espero.
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